segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A primavera está chegando


A primavera está chegando, e você ainda não chegou. Eu não quero que as flores caiam antes você cair aqui, ou de eu cair em mim. Eu não quero mais um verão sem você, e o medo já está aqui para o próximo inverno sozinha.

Talvez eu deva seguir o que os meus sonhos me dizem. Talvez eu deva seguir o que as pessoas dizem, o que parece mais certo para todos, menos para mim. Talvez eu deva ignorar meu coração, ignorar minha mente, ignorar-me. O que é mais certo? Pois esta espera é infinita e eu sempre soube disso. Mas a verdade é que essa dor não me deixa sozinha. E eu tenho medo de ficar sozinha, tenho medo de andar vazia. Tenho medo e talvez tenha até preguiça de começar tudo de novo, para ter que chorar de novo todos os novos sorrisos dados. Para que? Já que se eu esquecer dele, outro virá e também me fará sofrer? Por que eu tenho que esquecer, recomeçar, levantar, aguentar, se pararei no mesmo lugar para chorar no final das contas? Porque ”é melhor você esquecê-lo” não parece o melhor para mim. É claro, é claro que para todos a minha volta é melhor. Quem quer aguentar uma menina chata chorando dia-a-dia? Quem quer ouvir a mesma história dez vezes e ter que arrumar algo para falar? Ninguém. Nem mesmo eu. E eu entendo todos, mas a questão é que eu entendo todos, menos a mim. Que eu aguento todos chorando, todos os dias, menos a mim.
Então eu espero que os dias passem devagar, se você não for chegar, pois eu não quero ver as flores caírem sem você aqui. Mas se você for vir eu espero que os dias passem logo, que as flores cheguem logo, para você chegar com uma na mão. Aliás, isso parece a única coisa certa a acontecer. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Louca

Queria muito me sentir eu, ou me sentir de qualquer outra forma que não seja assim. Antes, era só um amor não correspondido, agora parece-me muito mais. Eu não sei se é por causa do amor ou se no caminho encontrei muitos outros problemas, mas a verdade é que estou louca. Eu me tornei chata, pessimista, chorona, triste, detalhista, vejo problema em quase tudo. Tornei-me a pessoa que nunca quis ser, exatamente o contrário do que eu sempre fui. Tenho vergonha de mim, e de tudo o que eu faço. Tenho medo dessa fase não passar, tenho medo de não ser pela sua ausência. Tenho medo que o problema seja mesmo comigo. E eu preciso que passe, preciso melhorar, preciso de qualquer coisa que faça-me voltar, embora talvez eu só possa me sentir bem mais uma vez quando você voltar. É chato pedir que você volte, mais uma vez? Porque eu tenho pedido tanto, e ninguém mais aguenta me ouvir. Eu preciso de você para que tudo isso acabe. Para que minha chatice acabe, pois nem sequer eu me aguento mais.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Silêncio

O silêncio dói. Falar dói, mas o silêncio dói mais ainda. É tão ruim perceber que cada vez mais penso em finais tristes. É péssimo ver que me tornei uma menina chata e pessimista. Tenho tanta vergonha da pessoa que me tornei. Tenho tanto medo do meu novo eu. Tenho tanta raiva de saber que ninguém percebe o tanto que mudei, tenho tanta raiva que as pessoas não verem que eu não sou o que era antes. Eu já sorri tanto, tanto. É tão triste ver que agora choro.

Por que as pessoas não conseguem parar para entender? É tão ruim ter de permanecer no silêncio sempre. Tenho tanto medo de abrir a boca e dizer as coisas erradas. É errado o que sinto, é muito errado. Minhas vontades são grandes erros e por isso tenho tanta vergonha. Imaginar a forma como elas me olham ao ouvir o que sinto, o que sou. É tão ruim ser julgada por o que você sente. Porque as pessoas nem sequer querem entender, elas nunca nem pararam para ouvir. Mas parece-me que não há nada que eu possa realmente dizer, eu não posso mais sentir em paz. Eu tenho que seguir em frente, segurar as lágrimas, sorrir. Eu tenho que aguentar todos falando que sou chata se, sem querer, deixo sair algo. Tenho que ouvir “se acalme” ou “aguenta” todas as vezes que me canso, ou que se cansam de mim. E por isso o silêncio sempre deve permanecer, de agora para frente. Eu odeio o silêncio, ou talvez o ame. Mas eu não quero que ele tome conta de mim.

Queria que os sentimentos pudessem ser falados. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Pensamentos, futuro, passado, traumas, amor e dor.

Hoje me peguei pensando na vida. No futuro. Parece estranho imaginá-lo sem você, mas é sempre assim. Meu futuro é falando de você, ou escrevendo de você. Sentindo sua falta. A esperança é mínima e o futuro chega para mostrar que o passado foi bem melhor.

Hoje percebi que tenho traumas, e estes parecem não sumir. Tenho medo que mintam, que me deixem, que eu acredite, que eu fique. Olhei para trás e vi que tenho um histórico estranho, diferente. Percebi que fui boba, que errei, que amei. Eu amei muito, muito.

Agora é tão difícil dizer “te amo”. O fim parece-me mais perto e você está cada vez mais longe. Hoje percebi que não te esquecerei, assim como não esqueci qualquer outra coisa que já passou. Percebi que gosto da dor e que vivo em razão dela, ou talvez morra.

E ainda mais, hoje me peguei perguntando se isto é mesmo amor. Pois da dor, já não duvido nada. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Desabafos.

Tenho me sentido muito mal. Muito mal mesmo. Na verdade, isso é normal e eu já devia ter me acostumado. Mas eu não consigo esquecê-lo. Eu nem sequer quero esquecê-lo e todos já estão cansados de ler isto. Mas eu não me canso de escrever, pois a dor não se cansa de mim. Meus amigos me dizem que estou cada vez escrevendo melhor, já eu, digo que estou cada vez mais mal. Neste momento, eu poderia cortar-me, matar-me, apenas para alguém tentar a tamanha dor que venho sentindo. Mas apenas neste momento. Daqui a pouco, sorrirei. Terei de sorrir. Terei de aguentar, assim como terei de me acostumar.

As pessoas dizem que sempre que está tudo bem, algo desanda. Eu queria tanto que fosse assim comigo. Eu me sinto tão idiota, sempre triste pelo mesmo motivo. É tão ruim ter que explicar, ter que chorar, ter que sofrer para depois a pessoa olhar para mim com cara de quem me acha louca. Eu estou louca! Estou perdida e estou no fundo do poço, mas o máximo que alguém pode fazer por mim é me ouvir. E ouvir não basta. Nada tem bastado. Eu tento fingir que sim, que está tudo bem, mas nunca está. Nunca me sinto completa, pois nunca estou. Me sinto tão mal quando digo que meus amigos simplesmente não bastam. Mas, infelizmente, esta é a verdade. Não está bastando. Nem amigos, nem abraços, nem consolos, nem sorrisos falsos, nem promessas falsas de amor. Novos amores não bastarão. Ninguém basta e tenho medo de nem sequer ele bastar. Tenho tanto medo do problema não ser ele, não ser sua ausência, nem nada. Tenho tanto medo de realmente ter me perdido.

"-Como está a vida?
 -Acho que a perdi.
 -E eu, acho que me perdi nela."

domingo, 7 de agosto de 2011

Nossa musica.

Musica foi a única coisa que sempre existiu entre nós. Além da distancia e do mar, a musica sempre esteve aqui para me levar a ti. Com você eu cantei, mesmo à distancia. Eu sorri e chorei. Eu amei. Amei e me prendi a você assim como à escutar musica, simplesmente não sobrevivia sem. Viramos melodia e quem sabe um dia eu crie uma musica para ti. Com você entendi as musicas, ou talvez com as musicas entendi você. Éramos mais que palavras. Éramos melodia. Às vezes nos tornávamos musicas clássicas, sutis. Às vezes somos bateria, baixo, guitarra , gritos, rock. E eu acho musica algo realmente mágico, assim como nós. Eu, particularmente, acho que nossa musica é a minha preferida. Afinal, não há nada melhor que tocar algo junto. Não há nada melhor que nós dois. Mas, como toda musica, uma hora isso teria que acabar.

Hoje somos apenas silêncio.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ontem, hoje, amanhã.

Todos os dias acordo para a vida. Infelizmente, eu não posso acordar em meus sonhos, pois estes são só para ser dormidos. As pessoas dizem que cada dia é um novo dia, mas hoje me parece ontem. Nada me parece novo, e na verdade, estou cada vez mais velha. Tanto por dentro quanto por fora. Meu sorriso é cada vez mais torto e as lágrimas insistem mais para sair, embora eu não deixe. O dia que era para ser novo, ele se torna mais velho e pesado. Mais um dia sem você, mais velhos ficamos, mais tempo se vai, mais dor chega. Eu continuo a mesma. Quem puder me trazer um novo dia, me tragam. Eu realmente quero coisas novas. Mas pensando bem, apenas uma coisa velha bastaria. Você continua o mesmo menino mais velho de sempre? Por favor, diga que sim. É tão bom pensar que sim. Talvez algumas coisas nunca se tornem velhas, nem pesadas. Nem nada. Talvez você continue o mesmo. Talvez você me traga um dia novo. Talvez tragam-me você, e como eu digo, talvez o sol finalmente traga um dia novo. 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sorrir... Não basta.

É estranho dizer que amei tanto ao ponto de virar nada. Sorri tanto que chorei. Chorei por saber que você não ficaria para sempre para continuar me fazendo sorrir. Me senti tão livre que me prendi ao medo de me prender à você. E no final, acabei me prendendo. Em você me achei, finalmente encontrei e soube quem eu era de verdade, mas acabei me perdendo dentro de mim própria. E agora? Agora basta sorrir. Sorrir e fingir, fingir que está tudo bem, porque uma hora, tudo vai ficar bem sim! Como eu sempre digo: uma hora acostuma. Se não passar, acostuma. E eu espero me acostumar logo, pois fingir eu já consigo há tempos. Sorrir. Sorrir. Sorrir. Não basta. Mas terei de me acostumar.