sábado, 25 de fevereiro de 2012

Famous last words

Muita coisa tem mudado e achei que era preciso dizer tudo à vocês. Creio que este blog se tornou uma parte de mim que nem eu mesma conhecia, aqui consegui cavar um buraco negro no mais profundo de mim e ir tirando as coisas pouco a pouco, desvendando os meus próprios mistérios e me entendendo melhor.
Acontece que, grandes mudanças vêm acontecendo e eu tenho dado o máximo de mim para continuar escrevendo aqui. Por alguns dias, pensei que tinha perdido tudo o que eu havia construído, me faltaram palavras... Depois melhorou. Escrevi alguns textos bons, expressei minha visão de mundo, me declarei um pouco mais. A questão é que eu não sou mais a mesma pessoa que escrevia aqueles textos de amor, pedindo que não me deixem, chorando. Descobri em mim uma pessoa nova, muito diferente. E essa pessoa está em constante mudança, não lhes posso dizer o que farei amanhã. Não lhes posso dizer se amanhã vou escrever um texto de amor, um texto dizendo como a vida é boa ou se sairá realmente um texto.
Tenho escrito muito pra mim mesma, sabe? Tenho escrito alguns textos que não me parecem bons o bastante para postar aqui. E talvez eu não tenha mais o que escrever. Porque a gente, no fundo, sempre acha que as coisas duram pra sempre, mas não duram. Não vou dizer que o amor passou, que estou 100% completa e feliz. Não estou. Sempre falta algo, sempre sinto saudade, sou pura nostalgia e não acho que isso será realmente superado um dia. Mas cansa escrever todos os dias sobre o quanto eu quero que as coisas voltem a ser como antes. Cansa escrever que estou com saudade, que quero o passado de volta. Eu dizia que uma hora acostuma e realmente me acostumei. Virou tudo uma rotina, o sofrer, o doer, a saudade, a descrença em algumas coisas.
Me disseram que quando a gente tá meio sem inspiração é preciso fazer coisas diferentes, conhecer coisas novas, sentir coisas novas. E eu faria tudo pra continuar escrevendo como antes. Não tenho palavras para descrever o que eu sentia quando, em meio de alguma aula chata de Português ou Matemática, ia para a última página do caderno e escrevia um texto enorme de amor, alguma história intensa. É isso que eu sempre quis da vida. Mas as coisas novas não acontecem e eu não tenho a mínima coragem de ir atrás delas.
Pensei em transformar isso aqui em algum baú de filosofia, que é o que mais tem ocupado meus pensamentos nos últimos tempos, o que vocês acham? Mas eu tenho medo de escrever algo e me arrepender depois, é preciso pensar semanas, meses. David Hume (meu filósofo preferido, eu acho), um filósofo escocês que viveu entre 1711 e 1776 publicou sua obra mais importante, "Tratado sobre a natureza humana" aos vinte e oito anos. Porém, desde os quinze já tinha as ideias para este livro. Eu quero começar logo! Mas eu não sei se aqui é o melhor lugar.
A grande questão é: o que fazer? Pois o que mais dói é pensar em abandonar este blog, em deixá-lo empoeirar sem textos novos, os meses passando e quando eu ver não terei escrito uma palavra há semanas. Eu não quero isso.
De qualquer forma, vamos levando. Pois nunca se sabe, e amanhã posso aparecer aqui com uma histórias daquelas de antigamente. E exatamente para nunca esquecê-las, deixei ali do lado uma listinha Create Memories (The best of me). com os meus melhores textos, na minha opinião. Não se esqueçam de mim!!!

E não, isso não é um adeus. Enquanto meu coração bater terei sempre um pouco de amor (ou de dor) para despejar aqui, meus olhos de filosofa continuam atentos e tudo está em constante mudança. Tudo flui, dizia Heráclito. Tudo está em movimento e nada dura para sempre. Por esta razão, não podemos entrar duas vezes no mesmo rio. Isto porque quando entro pela segunda vez no rio, tanto eu quanto ele já estamos mudados. Espero ansiosamente pela próxima vez que entrarei aqui, pois sem dúvidas muita coisa terá mudado e as coisas aqui mudarão ainda mais. Lembrem-se apenas que vocês são um pouquinho de tudo aquilo que surgiu no Big Bang (que ninguém sabe o que é). E exatamente por não sabermos realmente quem somos e porquê somos, temos uma grande importância. Continuem apenas brilhando.

Beijos,
poeira estelar.

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